segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bolinhos de quinoa e batata-doce para combater a doença de Alzheimer

Esta receita de bolinho do Livro de receitas de prevenção de Alzheimer é baixa em saturada e ricos em sabor.

Castelã 0
Quinoa and sweet potato dumplings
Bolinhos de quinoa e batata-doce de Alzheimer a prevenção Cookbook. (Foto de Caren Alpert)
Quinoa é uma fonte muito nutritiva da proteína, e faz um bom substituto para o cuscuz com seu sabor de noz. Esses bolinhos integram muitos ingredientes saudáveis, incluindo gengibre antiinflamatório, pó de antioxidante de caril e batatas-doces ricos em vitaminas. Caril em pó contém cúrcuma, uma especiaria que pode contribuir para a redução da incidência de doença de Alzheimer , na Índia. Embora a massa do bolinho leva algum tempo e esforço para fazer e roll out, você pode usar invólucros de wonton ou pot-etiqueta como uma alternativa rápida. Esteja ciente no entanto que você precisará cortar os invólucros em círculos de 2 polegadas com um cortador de biscoito antes de preenchê-los.
Faz: 32 bolinhos
Serve: 8-10

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Ingredientes
Massa de pão
2 xícaras de farinha de trigo, e ainda mais para polvilhar
1 xícara de água fervente
Enchimento1 batata doce (cerca de 8 onças)
1 xícara de quinoa, lavadas e escorridas
2 xícaras de água
2 colheres de chá de óleo vegetal
1 colher de chá, descascado, picados
Gengibre fresco
1 colher de chá picada alho
1 colher de chá de caril em pó
folhas de coentro fresco picado 2 colheres de sopa
1 colher de chá de suco de limão
1/4 xícara magro ou iogurte desnatado
Sal e pimenta preta
Sal óleo vegetal, para fritar
Direções1. Para fazer a massa, coloque a farinha em uma tigela grande. Lentamente, adicione água a ferver, mexendo com um garfo. Uma vez que toda a água é incorporada, coloque a massa sobre uma superfície enfarinhada. Polvilhe as mãos com farinha e amasse com a mão por cerca de 3 minutos, ou até que a massa é trabalhada em uma esfera mais firme e a viscosidade é ida. Continuar adicionando farinha para as mãos para facilitar esse processo. Formam a massa em uma bola, embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por 45 minutos.
2. Corte a bola de massa ao meio. Trabalhando com uma peça por vez, estenda cada metade sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada em uma folha de cerca de 1/8 polegada de espessura. Use um cortador de biscoito redondo de 2 polegadas para cortar círculos de cerca de 32.
3. Pré-aqueça o forno a 325F. Para fazer o recheio, perfurar a pele de batata doce com um garfo várias vezes e, em seguida, coloque no forno em uma folha de cozimento e assado por 45 minutos ou até ficar macio. Deixe a batata doce arrefecer durante 15 minutos na geladeira, tirar a pele e, em seguida, pique a batata-doce.
4. Para cozinhar a quinoa, combinar a quinoa e água em uma panela média e leve para ferver em fogo alto, reduza o fogo para baixo, cubra e cozinhe até que a água evapora, cerca de 15 minutos. Perfumarias com um garfo.
5. Em uma frigideira grande em fogo médio, aqueça o óleo. Adicione o gengibre e alho e cozinhe, mexendo, até perfumado, cerca de 1 minuto. Adicione o curry em pó, coentro, suco de limão, batata-doce e quinoa e cozinhe, mexendo, apenas até que os ingredientes são bem combinados. Transfira para uma tigela média e acrescente o iogurte. Tempere a gosto com sal e pimenta, tampa e leve à geladeira enquanto prepara a massa.
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6. Para preencher os bolinhos, coloque alguns círculos de massa na superfície de trabalho. Colher cerca de 2 colheres de sopa de recheio em cada círculo. Dobre em forma de meia lua e aperte as bordas com os dedos. Se as bordas não estão furando, você pode tangenciar as paredes laterais do círculo com água antes de beliscar juntos para vincular as bordas. Coloque os bolinhos sobre um prato e cubra com um pano úmido para mantê-los de secar antes de cozinhar (enquanto você está formando o resto dos bolinhos de massa).
7. Para cozinhar os bolinhos, leve uma panela grande de água salgada para ferver em fogo alto. Adicionar os bolinhos em lotes (09:52 por vez) e deixe ferver por 1 ou 2 minutos. Retire os bolinhos da água com uma escumadeira. Em uma frigideira antiaderente grande em fogo médio, aqueça cerca de 2 colheres de sopa de óleo. Adicione como muitos bolinhos como será com-fortably cabem em uma única camada e cozinhe até dourar por todos os lados, cerca de 30 segundos de cada lado, capotá-los para que eles uniformemente marrom em ambos os lados. Repetir a marrom os bolinhos de massa restantes.
8. Sirva imediatamente, com o molho de sua escolha.
Extraído de Cookbook de prevenção a doença de Alzheimer pelo Dr. Marwan Sabbagh e Beau MacMillan Copyright © 2011 by Dr. Marwan Sabbagh e Beau MacMillan. Extraído pela permissão de imprensa de dez velocidades, uma divisão da Random House, Inc. Todos os direitos reservados.

sábado, 22 de junho de 2013

Gergelim: ótimo para memória e coração


O  gergelim (Sesamum indicum L.), também conhecido como sésamo, contém uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico, como gorduras insaturadas (eficientes na redução do nível de colesterol no sangue) e lecitina, que desempenha importante função no nosso organismo.

O gergelim é, juntamente com a soja, o vegetal mais rico em lecitina.

A lecitina é um componente essencial do tecido nervoso e intervém na função das glândulas sexuais. É um poderoso emulsificante, que facilita a dissolução das gorduras em meio aquoso. Uma das suas funções no sangue consiste em manter dissolvidos os lipídios em geral, especialmente o colesterol, evitando assim que se depositem nas paredes das artérias.

O gergelim também contém proteínas de alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes, com elevada proporção de metionina; vitaminas, especialmente E, B1 e B2; minerais e oligoelementos diversos, especialmente cálcio, fósforo, ferro, magnésio, cobre e cromo; e mucilagens, que dão ao gergelim ação laxante suave.

O óleo de gergelim é rico em ácidos graxos insaturados e apresenta vários constituintes secundários importantíssimos, como sesamina, sesamolina sesamol. Este último, com suas propriedades antioxidantes, confere ao óleo elevada estabilidade química, evitando a rancificação, fazendo do óleo de gergelim o óleo de maior resistência à oxidação entre os demais óleos de origem vegetal.


MODO DE USAR O GERGELIM

Óleo de gergelim

Pode ser usado como qualquer outro óleo vegetal. É muito estável e pouco sujeito a criar ranço.

Tahine

É uma pasta muito saborosa que se obtém moendo as sementes de gergelim. Substitui com vantagem a manteiga e a margarina.

Gersal

É uma farofa de gergelim que serve para "temperar" o arroz antes de servir. Para fazer o gersal, torre o gergelim lavado e seco. Depois de frio, bata levemente no liquidificador com sal. Para cada dez partes de gergelim, acrescente uma de sal.

Creme de legumes com gergelim

Prepare um creme delicioso com gergelim.

Doure uma cebola grande com um pouco de óleo. Em seguida, acrescente vegetais cortados em pedaços grandes (cenoura, jerimum, chuchu, couve, batata...) e um pouco de água. Deixe cozinhar por uns sete minutos. Liquidifique em seguida, adicionando uma colher de sopa de gergelim bem lavado e higienizado. Se ficar muito grosso e difícil de bater, adicione mais água. Use sal a gosto ou tempere com shoyu antes de servir.


OUTRAS FORMAS DE USO

Nos países do Oriente, o gergelim é considerado um restaurador da vitalidade e da capacidade sexual, além de ser usado nos casos de:

Problemas nervosos: esgotamento nervoso ou mental, estresse, perda de memória, melancolia, depressão nervosa, irritabilidade ou desequilíbrio nervoso, insônia. É um excelente complemento nutritivo para quem está submetido a uma grande atividade mental ou intelectual e deseja manter um bom rendimento.

Sobrecarga física: prática esportiva, gravidez, lactação, convalescença após intervenções cirúrgicas ou doenças.

Falta de rendimento ou de capacidade sexual tanto no homem quanto na mulher.

Excesso de colesterol no sangue, arteriosclerose, prevenção do infarto do miocárdio e da trombose arterial.


Observação: Algumas informações aqui contidas foram retiradas de: 
http://www.aboissa.com.br/gergelim/gergelim2.htm.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Veja para que serve Sucupira

Sucupira (Pterodon emarginatus)

AÇÃO E INDICAÇÃO:

Indicada para reumatismo, debilidade e fraqueza. Possui ação febrífuga, depurativa, antiinflamatória, antisséptica nas faringites e amigdalites, expectorante e coadjuvante no tratamento de pneumonias. Possui ação anti gripal quando associado ao Guaco, Sálvia, Mentha e Alfavaca. Associado à Marapuama, é indicado para dores reumáticas e artrites.

FORMAS UTILIZADAS:

- Tintura (líquida)
- Chá (semente)
- Xarope (líquido)

Sucupira

Pterodon emarginatus

Família: Fabaceae

Sinonímia: Acosmium inornatum (Mohlenbr.) Yakovlev, Pterodon polygaliflorus (Benth.) Benth., Pterodon pubescens (Benth.) Benth., Sweetia inornata Mohlenbr.

Outros nomes: faveiro, fava-de-santo-inácio, fava-de-sucupira, sucupira branca, sucupira-lisa, pessoek.

Ocorrência: A
sucupira (Pterodon emarginatus) ocorre no cerrado e sua transição para a floresta semidecídua da Mata Atlântica, nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A espécie consta da lista de plantas ameaçadas do estado de São Paulo.

Características: É árvore de porte médio, de 8 a 16 metros, de copa piramidal rala. O tronco tem casca lisa branco-amarelada. As raízes formam às vezes expansões de reserva, as
batatas-de-sucupira.
As folhas compostas bipinadas. Flores rosadas, em inflorescências terminais tipo panículo. A espécie Pterodon polygalaeflorus Benth., considerada por alguns autores como a mesma da P. emarginatus, ocorre mais ao norte do Brasil e tem flores azul-violeta.
Fruto tipo legume indeiscente, alado, com uma única semente protegida por cápsula fibrosa e envolta em substância oleosa numa estrutura esponjosa.
A árvore é decídua, não-pioneira, heliófita e xerófita, nativa de terrenos secos e arenosos. Apresenta dispersão descontínua, muitas vezes com populações puras.
Floresce em setembro-outubro e os frutos amdurecem em junho-julho, mas ficam mais tempo na árvore.
Retirar a semente do fruto é difícil, estes podem ser plantados inteiros. De qualquer forma, a taxa de germinação é baixa.

Usos: Fornece madeira muito dura, usada em construção civil.
Na medicina popular, seu óleo aromático volátil, produzido pela casca e pelas sementes, é utilizado contra o reumatismo. Já os nódulos da raiz, chamados de batatas-de-sucupira, são usados contra o diabetes.
Estudos farmacológicos demonstraram que o óleo dos frutos inibe a penetração pela pele da cercária da esquistossomose, podendo ser usada na profilaxia dessa endemia.

Constituintes: 14,15-epoxigeranilgeraniol, diterpenos, isoflavonas.

Parte utilizada: semente

Ação: Indicado para tratamento de dores reumáticas, artrites e dores em geral. Coadjuvante no tratamento de gripes e resfriados, amenizando as dores no corpo causados pelo vírus. Pode ser associado a outras plantas para potencializar o seu efeito analgésico e antiinflamatório.

Eliza Tomoe Harada

sábado, 15 de junho de 2013

URTIGAS


Há muitas pessoas que têm problemas de saúde e têm este remédio à mão, as urtigas, mas que as arrancam e deitam fora, continuando a sofrer.
Também há pessoas esclarecidas que não desprezam (nem dispensam) um esparregadinho de urtigas ou, simplesmente, juntá-las na sopa.
As urtigas têm má fama e são chatas de manipular porque provocam irritação na pele, ao contacto. Mas esse efeito desaparece quando cozidas (que é a forma mais comum de serem usadas). Usando luvas já não há problema.

Vejamos os benefícios que se podem colher do consumo de urtigas.

Propriedades medicinais:

Adstringente, anti radicais livres, anti-seborreica, anti anémica, anti séptica, anti escorbútica, antioxidante, bactericida, depurativa, estimulante, hemostática, hipoglicemiante, revitalizante, revulsiva, tónica, vasoconstritora, tonificante capilar e das unhas.
As urtigas são muito usadas, em fitoterapia, para tratamento de TODOS os problemas de pele e não só.

Indicações: Anemia, asma, afecções brônquicas (dos brônquios), infecções da boca e faringe, caspa, queda e crescimento dos cabelos, brilho (vida) dos cabelos e pele, eczema, cravos, espinhas, feridas, sardas (pano), úlceras da pele, manchas, queimaduras solares e outras, outras erupções cutâneas, ácido úrico, ciática, gota, reumatismo (dor do), problemas sanguíneos: de circulação e outros, depurativa do sangue, anti hemorrágica, diarreia, diabetes, problemas digestivos, úlceras do aparelho digestivo, prostatites (hiperplasia benigna), problemas das vias urinárias…

As urtigas podem ser usadas para fazer esparregado, na sopa, ou simplesmente cozidas. Também se podem deixar secar, triturar e juntar na alimentação ou para fazer um chá, fervendo um pouco e tomando sem coar.
A dose média, para tratamento, é de cerca de 6 a 10 gr por dia, quando se usam urtigas secas.
Se as urtigas forem frescas podem exceder-se as 100 gr diárias.

As urtigas são referidas como sendo contra indicadas para grávidas e pessoas com edemas de origem cardíaca ou devidos a problemas renais (dos rins)…
E, obviamente, se houver intolerância gástrica que se manifesta através de náuseas e vómitos.

Usar água de urtigas para combater os pulgões das plantas: colocar 100 gr de urtigas frescas, ou 20 gr de urtigas secas em um litro de água e mexer de vez em quando. Borrifar as plantas com essa água passados dois dias.
Portanto, podem me mandar "às urtigas" (com luvas) que eu não me importo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cardápio ajuda a prevenir Alzheimer

Casca de romã, peixes e até cafeína blindam o cérebro contra a doença

Por Carolina Gonçalves - publicado em 26/02/2013
Os dados do IBGE apenas comprovam o que já podemos ver nas ruas: o número de idosos no Brasil só aumenta. De acordo com o instituto, a população acima de 65 anos representa 7,4% dos brasileiros, e esse número tende a dobrar até 2025. E conforme a expectativa de vida aumenta, maiores são as chances dessa pessoa desenvolver doenças relacionadas à demência, dentre elas o Alzheimer. Isso acontece porque os neurônios vão se degenerando naturalmente conforme a idade. A perda da função cerebral pode afetar a memória, o raciocínio, a linguagem, o juízo e o comportamento. No entanto, é possível retardar essa degeneração dos neurônios com a adoção de hábitos saudáveis, como dormir bem, praticar atividades físicas e ter cuidados especiais com a alimentação. Confira como a dieta pode ajudar na prevenção do Alzheimer. 
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romã - Foto: Getty Images

Casca de romã

Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, descobriu que a casca da romã pode prevenir o surgimento do Alzheimer. Os cientistas identificaram uma enzina na fruta que tem atuação específica na prevenção da doença, além dela possuir uma elevada quantidade de antioxidantes. "Esse nutriente é conhecido por combater os radicais livres, ação que ajuda a diminuir a perda degenerativa, protegendo contra o Alzheimer e outras demências", afirma a nutricionista Érika Suiter, do Hospital Sírio Libanês. É importante ressaltar que apenas o consumo contínuo da casca de romã pode trazer esses benefícios, já que ele são percebidos em longo prazo. Os cientistas estão estudando uma forma de transformar a casca de romã em pó, para colocá-la em cápsulas, mas você pode consumi-la na forma de suco, por exemplo.  
café - Foto: Getty Images

Cafeína

Já foi comprovado que a cafeína age como protetora do organismo contra o Alzheimer e outras demências. A explicação para o feito ainda não é clara: por enquanto, a ação antioxidante e anti-inflamatória da substância são os pontos de destaque para a prevenção. "O café, além de cafeína, também contém boas doses de ácido clorogênico, substância de conhecida ação anti-inflamatória, também encontrada em vegetais amarelos ou avermelhados", afirma o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. Um grupo de pesquisadores das universidades do Sul da Flórida e de Miami, nos Estados Unidos, demonstrou que consumir cafeína pode ajudar a reduzir as chances de idosos com comprometimento cognitivo leve desenvolverem doença de Alzheimer. Os resultados, que foram publicados no periódico Journal of Alzheimer's Disease, mostraram que beber ao menos três xícaras de café é capaz de proteger o cérebro do declínio cognitivo. Além do café, outras fontes de cafeína são os chás preto e mate, o chocolate e o guaraná. 
salmão com batatas - Foto: Getty Images

Peixes

Um estudo feito na Escola de Medicina na Universidade de Pittsburgh (EUA) indicou que idosos que comem peixe assado ou grelhado pelo menos uma vez por semana protegem o cérebro contra doenças. Os pesquisadores descobriram que as células do cérebro responsáveis pela memória morriam mais rápido entre as pessoas que comiam pouco peixe, e 47% delas desenvolveram a doença de Alzheimer cinco anos após os exames. Por outro lado, apenas 3% das pessoas que comiam peixe de uma a quatro vezes por semana desenvolveram Alzheimer ou apresentaram comprometimento leve da memória. O responsável por essa proteção é o ômega 3, uma ácido graxo que faz parte da estrutura da matéria cinzenta do cérebro. "Ele promove a comunicação entre as células nervosas, mantendo-as leves e funcionais, ajudando o cérebro a monitorar o humor, a memória e a concentração", explica a nutricionista Érika.  
nozes - Foto: Getty Images

Oleaginosas

Ter uma dieta rica em oleaginosas (como castanhas, nozes e amêndoas) diminui significativamente as chances de uma pessoa desenvolver o Alzheimer, afirma um estudo feito pela Universidade Columbia (EUA). Essa conclusão foi tirada da análise das dietas de 2.148 adultos americanos com mais de 65 anos, durante quatro anos. De acordo com a nutricionista Érika, esses alimentos são ricos em selênio, um mineral cuja deficiência pode causar distúrbios na atividade dos neurotransmissores - substâncias produzidas pelo neurônio que tem como função levar informações de uma célula a outra. "O selênio ajuda substâncias como a serotonina, a dopamina e a acetilcolina, que são fundamentais para a transmissão de mensagens entre os neurônios e o bom funcionamento cerebral", diz Érika. Outras fontes de selênio são grãos, alho, carne, frutos do mar e abacate. Uma unidade ao dia de castanha do pará já fornece a quantidade diária recomendada de 350mg de selênio para trazer benefícios ao organismo.  
frutas vermelhas - Foto: Getty Images

Frutas roxas e vermelhas

Comer uma ou duas porções por dia de amoras pretas, ameixas, uvas ou mirtilos pode ajudar no combate ao Alzheimer, Parkinson e até câncer. A conclusão faz parte de um estudo feito na Universidade de Manchester, no Reino Unido, e publicado no periódico Archives of Toxicology. De acordo com os cientistas, o responsável por esse benefício é o polifenol, um poderoso antioxidante. Outro trabalho, desenvolvido pelo Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia (EUA), constatou que um flavonoide chamado fisetina, presente nas frutas vermelhas, estimula a área do cérebro responsável pela memória de longo prazo e o protege de doenças degenerativas como o Alzheimer e a esclerose múltipla. "Essa substância é capaz de desencadear um processo que permite que as memórias sejam armazenadas no cérebro com mais facilidade e que o cérebro estabeleça conexões mais fortes entre os neurônios", diz o nutrólogo Roberto. O especialista afirma que o morango é a fruta vermelha que mais contém fisetina. 
azeite - Foto: Getty Images

Azeite de oliva

Velho amigo da saúde, o azeite de oliva extra-virgem é comumente relacionado à prevenção de doenças cardiovasculares. Entretanto, uma pesquisa feita pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha, descobriu que existe um composto presente no azeite chamado hidroxitirosol é capaz de impedir a degeneração dos neurônios, retardando o processo de envelhecimento cerebral. "O azeite também é rico em vitamina E, um antioxidante que atua na reconstrução das fibras nervosas", explica o nutrólogo Roberto. Para obter o benefício, consuma o azeite na forma in natura para regar saladas ou a comida. Quando é submetido a altas temperaturas, boa parte das propriedades do óleo são desperdiçadas. 
vinho tinto e branco - Foto: Getty Images

Álcool com moderação

Uma revisão de 143 estudos, que contou ao todo com a participação de 365 mil pessoas de 19 países, constatou que o consumo moderado de álcool ajuda na prevenção do Alzheimer. O trabalho foi feito pela Loyola University, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Neuropsychiatric Disease and Treatment. De acordo com os cientistas, quem consumia álcool moderadamente tinha 23% menos chances de desenvolver sinais de perda de memória causados pelo Alzheimer. No entanto, pessoas que bebiam mais do que duas doses por dia tinham mais chances de ter perda de memória.

De acordo com a pesquisa, o
vinho era a bebida que mais proporcionou benefícios aos participantes. ?A bebida auxiliam na proteção de doenças degenerativa por conter ação antioxidante e melhorar a circulação cerebral?, diz o nutrólogo Roberto. A quantidade recomendada é de uma dose de bebida alcoólica por dia para as mulheres e duas para os homens - o equivalente a 140ml de vinho ou 340ml de cerveja. "Essas quantidades, porém, pressupõem que a pessoa tem outros hábitos saudáveis, como uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos."
cúrcuma - Foto: Getty Images

Cúrcuma

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos EUA, sugere que comer curcumina uma ou duas vezes por semana pode ajudar na prevenção do Alzheimer. A curcumina é um dos componentes do cúrcuma, ingrediente que dá a cor amarelada ao curry indiano. "O tempero possui efeito anti-inflamatório e antioxidante, ajudando a prevenir o envelhecimento e eliminar as estruturas no cérebro associadas ao Alzheimer", afirma Érika Suiter.  
ver texto completo

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TEDxCampos - Ana Branco - Alimentação Viva (VÍDEO)

 

Clique no Link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=ly3-0Z8FjdY&feature=youtu.be

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Açaí: os novos poderes da superfruta

Investigado por diversos centros de pesquisa, o fruto mostra sua força na defesa do cérebro, no controle do colesterol e até na prevenção do câncer

por Patrícia Golini | design Ana Paula Megda 

| fotos Dercílio
O que ele tem
A quantidade de macronutrientes em uma porção de 100 gramas de açaí

Carboidratos 42,53 g
Gorduras 40,75 g
Proteínas 8,13 g
Diz a lenda que essa frutinha roxa com até 1,5 grama foi criada por Tupã, a entidade indígena associada aos trovões, para salvar uma tribo brasileira da fome. Aos olhos da ciência, porém, o açaí tem demonstrado que sua função mais trivial é forrar a barriga da gente. Entre seus feitos confirmados em laboratório estão a criação de barreiras protetoras para os neurônios, a derrubada dos níveis de colesterol e até mesmo a redução do risco de alguns tipos de câncer. Não é à toa, portanto, que a espécie típica dos ribeirinhos do Norte do país ganhe o mundo com status de superalimento - condição que faz com que nenhum estudioso se canse de vasculhar sua composição.

Vem da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, um novo trabalho que sinaliza o potencial de ação de sua polpa sobre a preservação da massa cinzenta. Os pesquisadores observaram que o consumo regular de açaí reduz a exposição das células nervosas a processos degenerativos e inflamatórios recorrentes, fenômeno que abre caminho ao colapso do tecido cerebral.

Uma das hipóteses que buscam explicar essa façanha é a presença de substâncias antioxidantes, em especial a antocianina, que combatem os radicais livres por trás de uma série de danos ao organismo. "Os antioxidantes do açaí conseguem bloquear a formação dessas moléculas nocivas no início do processo de ataque às células", explica a especialista em tecnologia de alimentos Ediluci Tostes, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá. E a fruta amazônica não causa espanto apenas pela qualidade dos seus componentes.

Em 1 litro da sua polpa, há 33 vezes mais antioxidantes que o encontrado em um mesmo litro de vinho tinto, bebida famosa por conter um monte desses ingredientes que varrem da circulação os temíveis radicais livres.

Além dessa propriedade, substâncias do porte da antocianina respondem por um efeito anti-inflamatório, o que soma forças para deixar em paz as estruturas e as conexões cerebrais. Na prática, isso significa uma menor probabilidade de ocorrer um comprometimento crônico e progressivo de funções cognitivas, como a memória e a coordenação motora. "É por isso que o açaí teria uma ação preventiva contra males neurodegenerativos, caso das doenças de Par-kinson e Alzheimer", completa Ediluci.

A mesma antocianina que protagoniza benefícios ao cérebro pode afastar outro problema que ameaça tanto a massa cinzenta quanto o coração. É que sua ação antioxidante auxilia a debelar a formação de placas nos vasos sanguíneos, o que pode culminar em derrames e infartos. E é justamente esse papel protetor das artérias o que tenta provar o cardiologista Eduardo Augusto Costa, professor da Universidade Federal do Pará.

Ele dividiu a população da pequena cidade de Igarapé-Miri, no estado paraense, em dois grupos: consumidores frequentes da fruta e pessoas que não a comiam. "Descobrimos que indivíduos que a ingerem regularmente apresentam taxas mais elevadas de HDL, a fração boa do colesterol", conta Costa. "Enquanto isso, os níveis de LDL, o colesterol ruim, estavam em níveis aceitáveis e melhores do que os índices dos não consumidores da fruta", completa.

Já na Universidade de São Paulo (USP), a atenção está voltada para outra substância, que surge quando a polpa é adicionada ao leite antes da fermentação por bactérias, o que dá origem ao iogurte. "Durante esse processo, o ácido linoleico do leite é transformado em ácido linoleico conjugado, o chamado CLA", explica a farmacêutica Maricê Nogueira de Oliveira, da USP. E hoje há indícios de que essa espécie de gordura auxiliaria a impedir o aparecimento de alguns tumores, como os de pele, mama e intestino.

O CLA teria outros efeitos dignos de nota. "Sua ingestão diária poderia diminuir a massa gorda, aumentar a magra e até fortalecer o sistema imune", diz Maricê. Se as defesas estão em alta, as chances de sucesso do câncer despencam. O iogurte à base de açaí e dotado de CLA deve chegar ao mercado em breve, representando uma alternativa mais magra diante das tigelas e seus complementos engordativos vendidos por aí. Será uma nova e vantajosa opção para prestigiar a superfruta na rotina.

Companhias que engordam
O açaí em si é calórico, mas os outros ingredientes da tigela é que costumam transformar a receita numa bomba. 

Quem precisa emagrecer deve ficar atento

Mel 92,2 kcal (3 colheres = 30 g)

Granola 152 kcal (5 colheres = 50 g)

Banana 92 kcal (100 g)

Polpa de açaí 247 kcal (100 g)



Por que a fruta é uma campeã
Os números não mentem. Na tabela comparativa, ela desbanca outros alimentos no que diz respeito à quantidade de micronutrientes


Cálcio
Leite 104 mg
Açaí 330 mg


Ferro Feijão-carioca 1,3 mg
Açaí 4,5 mg


Potássio Banana 376 mg
Açaí 900 mg


Antocianinas
Vinho 0,1 mg
Açaí 0,4 mg


Zinco Brócolis 0,2 mg
Açaí 2,8 mg